Na década de 50, mais especificamente no dia 18 de setembro, pela primeira vez o Brasil viu uma televisão em funcionamento, ainda com algumas falhas de transmissão e com aparelhos insuficientes. Hoje em dia em todos os lares ou lugares é possível encontrar uma TV, que passou a ser o meio principal para vinculação da notícia, assumindo assim a posição que durante muitos anos foi do rádio, que era o principal meio de comunicação de massa dos brasileiros.
Nos dias atuais a televisão representa um importante fator na cultura popular da sociedade brasileira. Com uma programação que inclui telejornais, telenovelas, filmes, desenhos animados, e principalmente muita publicidade. Esse meio de comunicação é capaz, em um simples piscar de olhos, de espalhar uma mesma ideia para milhões de pessoas e em todos os cantos do mundo. A importância de um do conteúdo com qualidade para se assistir é fundamental, pois diariamente crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos são entretidos pelo conteúdo apresentado diariamente por essa mídia.
Nos últimos meses uma quantidade expressiva de pesquisas sérias e neutras trouxe à tona alguns efeitos no comportamento do telespectador, provocados por programas que incentivam a sexualidade precoce, o consumo de drogas, o consumismo excessivo, e para o público mais assíduo deixa o físico sujeito a doenças degenerativas, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, e a principal: afeta as funções cerebrais limitando a imaginação por não exigir esforço das funções cognitivas, pois na frente de uma TV, os pensamentos ficam praticamente inativos.
Pegue um bom livro, leia. Esse sim, não tem contra indicações.
Mario Sergio Cortella é um filósofo, professor e doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica - PUC de São Paulo, autor de diversos livros sobre educação, moral, questões espirituais, questões filosóficas e outros temas. O vídeo apresentado trata-se de uma entrevista que aconteceu no programa do Jô Soares no ano de 2010, na qual o professor Cortella responde de forma dinâmica e simplificada algumas questões sobre ética e sobre moral.
Baruch Spinoza ou Bento Espinosa foi um filosofo holandês que ainda muito jovem aprendeu hebraico e as línguas clássicas, chamando a atenção da família e dos professores da escola judaica em que foi formado, em Amsterdã, pelos seus extraordinários dotes intelectuais e intuitivos. Na escola, o jovem estudante mergulhou fundo no estudo da Bíblia e das tradições judaicas, com especial ênfase no estudo do hebraico e do Talmude. Entretanto o estudo o levou a contestar doutrinas e o jovem filósofo pareceu tornar-se uma incômoda ameaça à comunidade judaica e a seus dogmas mais arraigados, e não faltou até mesmo uma tentativa de assassinato ao brilhante contestador. Foi excomungado, em 1656, com apenas 24 anos.
Espinosa defendeu que Deus e Natureza eram dois nomes para a mesma realidade. Ele afirmou que Deus sive Natura (Deus, isto é, Natureza) era um ser de infinitos atributos, entre os quais a extensão (matéria) e o pensamento eram os dois conhecidos por nós, humanos. Deus não é entendido por Espinosa como um Ser à parte e/ou externo ao mundo, que o governa como um engenheiro ou habilidoso artesão, mas como o próprio mundo: Divindade da Ordem Eterna da Natureza, muito superior ao entendimento fragmentado e antropomorfista humano. Para Espinosa todos somos partes ínfimas de Deus (ou do todo), partes ínfimas de sua potência. Não há um Deus externo metafísico, mas um Deus presente nas manifestações dele mesmo ou do que ele é. Sua concepção detona com o livre-arbítrio, pois restringe a liberdade a ser o que se efetivamente é. Parece muito restritivo, mas se formos pensar no temos hoje é muito mais que efetivamente podemos ser. É muito mais liberdade do que temos.
O professor filosofo Cláudio Ulpiano, especialista no pensamento dos estoicos, de Espinosa, Bergson e Deleuze, explica como se constituem pensamento e liberdade em Espinosa, inclusive o germe do que Nietzsche dois séculos depois chamaria de vontade de potencia, ou seja o único atributo que garante a liberdade.
Para quem deseja aprofundar neste assunto recomendamos a segunda parte da palesta: